Imprensa

Angel Reyes pela segunda vez em Campinas

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Pol Vaquero no Brasil

Café Tablao no CIRCUITO CULTURAL PAULISTA

Café Tablao 8 anos – Revista Metrópole

Noite dos alunos – Verde y Amarillo

Show no Jantar dos médicos na Via Appia

Feira de Abril – 24 horas em Sevilha

Veja a reportagem na TVB Campinas, acesse o link:

http://www.tvb.com.br/videos/?v=8962

 

Veja o link da reportagem sobre Flamenco em Campinas

http://www.campinas.com.br/cultura/noticia/comeca-venda-de-ingressos-para-espetaculo-tres-por-flamenco-20100919

Revista Metropole

Som do silêncio

Corpo: a dança flamenca, em que o ritmo marca toda a dinâmica teatral dos movimentos, revoluciona a vida de um grupo de bailarinos surdos
Sammya Araújo
sammya@rac.com.br
A pele vibra no compasso dos pés que batem fortes, exigindo postura, cobrando decisão. Reivindicando o controle sobre os sentidos que explodem emoção a cada bailado. Mãos nas saias rodadas, segurando coletes imaginários ou voando acima da cabeça, suaves, sugestivas. Os olhos ficam atentos aos espelhos, vidrados nos próprios corpos, antes negados, desconhecidos. Também acompanhando os passos e o gesticular da professora que há dois anos lhes ensina sua arte. São alunos de flamenco. E surdos.
Apesar de não ouvirem os acordes da guitarra das músicas típicas, 18 meninos e meninas com idades entre 7 e 17 anos encontraram na dança de origem cigana mais do que um passatempo nos intervalos entre as aulas no Instituto Dona Carminha ou na rede regular de ensino, em que vários estão inseridos. Descobriram algo muito importante: a si mesmos. “Eles melhoraram a percepção corporal, o raciocínio, a postura. A melhora física é visível no dia a dia. Sem contar o imenso ganho psicológico. Deu-lhes amor próprio”, atesta a diretora da entidade, Patrícia Torres.
Tudo começou com um sonho de doação da dançarina Karina Maganha, formada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), proprietária e professora do Café Tablao, academia e espaço cultural de flamenco, em Campinas. “Fazia tempo que eu tinha essa ideia, mas ficava adiando. Quando meu filho nasceu perfeito, graças a Deus, decidi que tinha chegado a hora. Foi um agradecimento. Faço tudo completamente por amor”, diz Karina, que começou a dar aulas para a turma do Dona Carminha no final de 2007. O seu trabalho é voluntário.
Logo acolhida pela direção do instituto, que apostou no projeto, a professora teve que se empenhar para conquistar os alunos, principalmente os garotos. Sem nunca ter trabalhado com deficientes e desconhecendo a Língua Brasileira de Sinais (libras), Karina precisou de criatividade para descobrir a melhor forma de ensinar a surdos uma dança de estrutura rítmica tão complexa. “Mas acabou sendo algo instintivo, porque o flamenco, para mim, sempre veio de dentro”, afirma. Karina, que teve auxílio de professoras do instituto e de alunos que ouvem parcialmente, explica a sua metodologia. “Primeiro fiz com que dançassem, para que tivessem noção de sua dinâmica corporal. Depois veio o flamenco, que é mais difícil. Os passos são marcados com as mãos e eles entenderam que a respiração ajuda a manter o ritmo. Eu achava que ia ser mais difícil”, afirma a dançarina.
As meninas, seduzidas pela feminilidade dos vestidos e das saias longas, pelas flores no cabelo e pela maquiagem exuberante, facilmente aderiram. Para que os meninos se convencessem foi preciso uma estratégia: Karina levou à entidade um bailarino espanhol que veio se apresentar em Campinas. Foi ver o exemplo e eles perceberam que podiam se encaixar também. Hoje, reinventaram-se como indivíduos. Caso de Milton César Rodrigues, de 17 anos. Conversando com a reportagem da Metrópole por sinais traduzidos pela diretora Patrícia, o rapaz diz ter se sentido outro desde que começou a dançar flamenco. “Ficava por aí sem fazer nada, era muito nervoso. Agora a dança me deixa em paz. É muito bom sentir o som.” Igor Joaquim, de 12 anos, orgulha-se dos movimentos que executa com dedicação. “Acho muito legal poder dançar”, conta.
Em comum, as crianças e adolescentes do projeto têm o brilho nos olhos quando falam, em libras, das aulas e, especialmente, da professora. A aceitação da própria deficiência é um fator positivo, mas é vantajosamente suplantada pelo vislumbre de possibilidades até então nunca imaginadas. Nayara Carolina dos Santos, de 14 anos, encontrou motivo para sorrir com o flamenco. “Eu era muito triste, agora me alegro por causa da dança. Gosto muito da Karina”, diz. Amanda Alves Vieira, de 15 anos, está exultante por poder mostrar à família suas habilidades. “Quero agradecer à Karina pela paciência. Ela é muito amiga”, elogia. Isabel Crestani, de 13 anos, é grata por ter aprendido a se arrumar. “Me sinto mais bonita, a Karina nos trouxe flores para pôr nos cabelos. Agora me inspiro nela.”
Necessidade básica
A dedicação é recíproca. A proximidade torna o trabalho algo visceral para a dançarina Karina Maganha, que se envolve a ponto de extrapolar o ensino em si. Parte dela o fornecimento de materiais como os sapatos especiais (que são doados pelos alunos pagantes do Tablao), roupas (algumas dela própria) e maquiagem (também saídas de seu acervo pessoal). Entende-se, pois tudo ali é escasso. Quando o Dona Carminha promove bazares com peças de roupa usadas, os dançarinos têm prioridade para encontrar algo que lhes sirva.
Carentes, os alunos encontram dificuldade até para se deslocar a apresentações periódicas, das quais participam como as demais turmas regulares da escola. Falta dinheiro para o lanche, o ônibus – os passes são compreensivelmente racionados pelas famílias. “Fazemos vaquinhas para pagar uma van ou vamos arranjando caronas, mas é uma logística muito complicada. É difícil levar todo mundo para os espetáculos à noite”, desabafa Karina.
O tablado (pranchas de compensado) e os espelhos da sala de ensaios na entidade foram doados por empresários locais, mas a necessidade agora é expandir limites. “O projeto cresceu rápido e o nosso sonho era ter a Karina como professora do Instituto Dona Carminha, pois atendemos de 60 a 80 surdos por mês que se beneficiariam demais com as aulas de dança. Mas não conseguimos encaixá-los, pois o espaço é limitado. O que desejaríamos era um patrocínio para contratar uma equipe, coordenada pela Karina”, afirma a diretora Patrícia Torres.
Patrocínio é necessário também para manter em melhores condições a turma que já existe. As demandas são maquiagem das garotas; os figurinos, inclusive dos meninos (os bailarinos usam colete, que seguram pelas bordas durante a dança), transporte e alimentação nos dias de show, por exemplo. Todas as doações podem ser descontadas do Imposto de Renda, lembra Patrícia.
Benefícios são notáveis
A diretora do Instituto Dona Carminha afirma que os ganhos nas aulas de flamenco são notáveis para os participantes. A disciplina exigida pela dança serviu para aumentar-lhes a atenção e a responsabilidade para com as demais atividades, afirma Patrícia Torres.
“Facilitou inclusive a aprendizagem e melhorou seu desempenho escolar. Vários são alunos da rede de ensino regular e vêm ao instituto só para dançar, então exigimos deles boas notas. E vestindo-se como os demais dançarinos, dançando como eles, sentem-se incluídos socialmente”. Além de tudo, surgiu uma integração com outras áreas trabalhadas na entidade. “Apoiou a fonoaudióloga nas terapias de ritmo, e os mais velhos têm aulas que exploram o aspecto cultural e geográfico do flamenco. Enriqueceu tudo o que fazemos. Estamos colhendo muitos frutos”, alegra-se Patrícia.
E há histórias que merecem ser detalhadas. “Temos um menino de 8 anos que além da surdez tem paralisia em parte do corpo. Ele sentia vergonha, tirava o aparelho do ouvido no ônibus, procurava disfarçar a deficiência. Mas queria participar das aulas. A mãe veio nos procurar chorando e pedindo para ele entrar, pois ficava em casa imitando os passos do grupo. Desde que ele entrou, é outro e até seus movimentos estão melhores”, conta a diretora.
Milton César Rodrigues, o que se admitiu nervoso antes de frequentar as aulas, tinha um histórico de forte agressividade, segundo Patrícia. “Ele quebrava objetos, batia. Depois que começou a dançar mudou. Hoje dá palestras de bom comportamento aos mais novos”, comenta a diretora. “O Milton é ótimo, eu o coloco para me ajudar e ser exemplo para os meninos”, completa Karina.
A dançarina, que há 18 anos se dedica ao flamenco, cita outra particularidade da dança cigana. “Coloca você numa postura de decisão, de atitude. Exige que se imponha, batendo o pé no chão e dizendo ‘eu quero’. Eles levantaram as cabeças e aprenderam que são capazes de muita coisa.”
Agende-se
O próximo espetáculo do Café Tablao, no qual também se apresentam os alunos do Instituto Dona Carminha, será apresentado dia 8 de dezembro, no Teatro do Parque D. Pedro Shopping. Como em todas as apresentações da escola, são arrecadados alimentos destinados à entidade.
Serviço
Instituto Dona Carminha
www.donacarminha.org.br
Rua Alayde Nascimento de Lemos, 532, Vila Lemos
f. 3201-0357 ou 3201-0358 – Campinas
Café Tablao
www.cafetablao.com.br
Av. Jesuíno Marcondes Machado, 1063, Nova Campinas
f. 3294-1650

Caderno C

Dançarino espanhol comanda espetáculo

/ DANÇA / O bailaor Pol Vaqueiro está na cidade a convite do Café Tablao / DANÇA / O bailaor Pol Vaqueiro está na cidade a convite do Café Tablao
Da Agência Anhangüera
O dançarino — ou bailaor — espanhol Pol Vaqueiro está em Campinas para apresentação única hoje, às 21h, no Centro de Convivência Cultural (Praça Imprensa Fluminense, s/n, Cambuí – Campinas, fone: 3232-4148). Vaqueiro veio à cidade por meio do centro de cultura espanhola Café Tablao, que tem trazido artistas internacionais do gênero para intercâmbios.
O espetáculo, no qual serão apresentadas coreografias inéditas, também destaca Adelita Parra, Mariana Abreu, Ana Pelegrin e Tatiana Hass, de Campinas, Fábio Rodrigues, de São Paulo, além do corpo de baile do Tablao. As evoluções dos dançarinos, marcadas pela dramaticidade e paixão características do flamenco, terão o ritmo ditado pela música tocada por Ricardo Schwingel e Nana Alcarde, de Campinas, Alan Harbas, Tiza Harbas e Alezandro González, do Rio de Janeiro, e Yuri Caires, de Campinas.
Vaqueiro estudou com professores renomados das danças clássica, espanhola, regional e espanhola, e com mestres do flamenco do porte de Inmaculada Aguilar, Javier de la Torre, Manolete e La China, entre outros. Participou de espetáculos ao lado do guitarrista Vicente Amigo e junto a Antonio Canales e Juan de Juan em Chanson Flamenca. Como solista, atuou em Grito, do Ballet Nacional de Espanha.
Os ingressos custam R$ 60,00 e R$ 30,00 (estudantes, maiores de 60 anos, professores da rede estadual, funcionários da CPFL e clientes da Porto Seguro) e devem ser comprados na bilheteria do teatro, que funciona das 16h às 21h.

 

Caderno C

Renovação na dança flamenca

/ ESPETÁCULO / O bailaor espanhol Nino De Los Reyes se apresenta amanhã no Teatro Fleming em Campinas
Da Agência Anhangüera
O dançarino espanhol Nino De Los Reyes, um dos mais renomados da nova geração do flamenco, se apresenta amanhã à noite, no Teatro Fleming (Rua Luzitana, 1.555, Centro), em Campinas. A apresentação de Los Reyes acontece dentro da programação do Espetáculo Internacional de Dança Flamenca, que teve início em agosto, em São José dos Campos. Em sua primeira vinda ao Brasil, o bailaor (designação em espanhol para dançarinos do gênero) também se apresentou em Belo Horizonte, anteontem, e Brasília, na semana passada.
O espetáculo de amanhã, que tem o dançarino como solista e atração principal, vai contar com a participação dos grupos Café Tablao e Forte Flamenco, de Campinas, Soniquete, de Valinhos, e Centro de Arte e Dança, das bailaoras Ana Guerrero e Talita Sánchez, de São José dos Campos.
Dividido em dois blocos com uma hora de duração cada, a apresentação conta também com os bailarinos convidados Fábio Rodrigues e Bárbara Buck, de São Paulo, Adelita Parra, de Campinas, e Eliane Carvalho e Daniela Matheus, do Rio de Janeiro. As bailaoras Karina Maganha (do Café Tablao) e Talita Sánchez apresentam números solo.
O acompanhamento musical, parte indispensável nas apresentações de flamenco devido à importância das marcações de ritmo, fica a cargo de oito músicos convidados, entre guitarristas (Yuri Cayres, Alan Harbas, Diego Zarcon, Ricardo Schwingel e Rodolfo Schmidt), cantores (Tiza Harbas e Diego Zarcon), um violinista (Andres Zuñiga) e um percussionista (Luciano Katib).
Nino de Los Reyes, de 20 anos, se iniciou no flamenco com seus pais, os bailaores e coreógrafos Ramon de Los Reyes e Clara Ramona. Depois, se aperfeiçoou na dança na escola Amor de Diós, considerado o mais importante centro de flamenco do mundo, onde teve aulas com Josele Heredia, Manolete, Maria Magdalena, Antonio Reyes e Alejandro Granados. Ele encerra sua turnê brasileira com uma apresentação em São Paulo, no dia 23 de setembro.
Origem
A dança flamenca, que se caracteriza pela sensualidade, beleza plástica e dramaticidade, surgiu em fins do século 19, entre os ciganos espanhóis da Andaluzia, região sul da Espanha. Apesar de ser um dança que apresenta muitas dificuldades técnicas, difundiu-se muito rapidamente, e tornou-se uma das manifestações coreográficas mais conhecidas do mundo.
A apresentação começa às 21h. Os ingressos custam de R$ 30,00 a R$ 50,00 e estão à venda no Café Tablao (fone: 3294-1650) e Fran’s Café Cambuí (fone: 3254-4166).

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